
E a invencível Metro Goldwyn Mayer pediu falência. Fundada por empresários em 1924, o estúdio que fez o primeiro filme de sucesso dos cinemas em cores (O Mágico de Oz - 1939), E O Vento Levou, Ben Hur e Cantando na Chuva se despediu de forma melancólica de Holywood na última quinta-feira. Apesar de ter sobrevivido com muita folga na grande depressão, desde os anos 60 o estúdio sofria com as administrações equivocadas, que a levaram a acumular dívidas bilionárias. Em 1973, chegou a se declarar morta, embora tenha sido resuscitada por um grupo empresarial no ano seguinte.

Ultimamente, a empresa sobrevivia graças aos lucros da franquia James Bond, cujos últimos dois filmes estrelados por Daniel Craig renderam nada menos que 1 bilhão de doláres em todo o mundo. O próximo lançamento da saga do mais famoso espião do mundo, porém, foi suspenso em abril deste ano, por absoluta falta de verbas.
O pedido de falência é verdade, pode não significar o fim da marca. Pelas leis americanas, o pedido significa o congelamento da dívida sem que seja necessária a imediata venda do acervo quase digno de um museu que é a propriedade da empresa. O grupo JP Morgan e Credit Suisse assumiu a administração temporária da MGM, espera-se, até que ela quite suas dívidas e se torne novamente viável. Hoje, na prática é a produtora Spyglass quem controla a MGM. O grupo já conseguiu na justiça a liberação de 125 milhões de doláres que vai bancar o que pode ser a galinha dos ovos de ouro: A adaptação para os cinemas de O Hobbit, que será dirigido por Peter Jackson e tem potencial para arrecadar 3 bilhões de doláres no mundo todo. A notícia da produção do filme que antecede O Senhor dos Anéis foi recebida com alívio pelos fãs. Há anos que O Hobbit segue indefinido pelas incertezas financeiras da MGM. Na selva de Holywood, o leão não é mais rei há muito tempo. Pena.







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